Breve biografia de Olympe de Gouges

7 de maio de 1748

Nascimento de Marie Gouze em Montauban. O seu pai legal é Pierre Gouze e a sau mãe Anne-Olympe, sendo que o seu verdadeiro pai seria o marquês Jean-Jacques de Pompignan.

1765-1766

Marie Gouze casa com Louis-Yves Aubry com quem tem um filho e de quem enviúva rapidamente.

1770

Marie Gouze torna-se Olympe de Gouges. Conhece Jacques Biétrix. Recusa o seu pedido de casamento, mas vai viver com ele em Paris.

1778

Dedica-se à escrita de forma autoditacta. Escreve peças de teatro em que revela o seu humanismo e o seu combate pela igualdade entre os homens e as mulheres, pelo direito dos deserdados e a abolição da escravatura.

30 de junho de 1785

A sua peça intitulada «Zamora et Mirza ou L'Heureux Naufrage» está inscrita no repertório da Comédie Française, mas não chega a ser representada, devido à denuncia do sistema escravagista e o facto de a autora trazer negros para o palco.

1788

Zamora et Mirza é finalmente editada acompanhada por um ensaio abolicionista intitulado «Réflexions sur les hommes nègres». A 6 de Novembro publica o seu primeiro panfleto político: «Lettre au peuple» (Carta ao povo). A 15 de Dezembro publica um artigo: «Remarques patriotiques» (Notas patrióticas), onde elabora um programa político e reformas sociais.

1789

Reunião dos estados gerais. As mulheres não podendo aceder às tribunas, Olympe de Gouge imprime milhares de cartazes e toma parte nos debates da Assembleia nacional.

Dezembro 1789

A sua peça Zamora et Mirza toma o nome de «L'Esclavage des Noirs» (A Escravatura dos Negros) e é representada na Comédie Française, sendo depois retirada do programa.

1791

Publicação da sua Declaração dos direitos da mulher e da cidadã. O texto antecipa o pensamento feminista moderno, mas não tem o devido impacto.

1792

Fuga e aprisionamento do rei. Olympe junta-se aos Girondins moderados. No momento dos primeiros massacres, toma uma posição pública contra o Terror. Afixa cartazes em Paris em que acusa Jean-Paul Marat e Maximilien de Robespierre de serem os responsáveis do derramamento de sangue.

1793

Publicação de numerosos ensaios, panfletos, artigos e cartazes.

20 de Julho de 1793

Olympe é detida. encarcerada, consegue contudo afixar dois panfletos: «Olympe de Gouges au tribunal révolucionaire» (Olympe de Gouges ao tribunal revolucionário)e «Une patriote persécutée» (Uma patriota perseguida)

2 de Novembro de 1793

Olympe é julgada pelo tribunal revolucionário. Recusam-lhe o direito de ter um advogado. É condenada à morte.

3 de Novembro de 1793

Olympe no cadafalso clama: « Filhos da pátria, vingareis a minha morte!»

Última alteração: Terça, 3 Dezembro 2013, 17:13